quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Christopher Paolini

Olá! Depois de te ter deixado a sugestão de leitura de hoje, fica agora com uma pequena síntese sobre Christopher Paolini, autor de Eragon.



"A paixão de Christopher Paolini pelo fantástico e pela ficção científica inspirou-o a começar a escrever o seu romance de estreia, Eragon, quando terminou o liceu. Tornou-se um New York Times Bestselling Author aos 19 anos. Christopher vive em Montana, cuja épica paisagem alimentou a sua visão de Alagaësia. Está neste momento a trabalhar no último volume de A Trilogia da Herança.

Paolini não tem endereço de correio electrónico. Para entrar em contacto com o autor, deverão enviar as vossas cartas, em inglês, para:

Christopher Paolini
c/o Random House Children's Books
1745 Broadway, 10th Floor
New York, NY 10019
USA





Christopher Paolini fala sobre si, sobre a escrita, e do prazer que foi criar Eragon e todos aqueles seres fantásticos que fazem parte do teu mundo:

"Escrever é a alma e o coração do meu ser. É o modo de trazer as minhas histórias para a vida. Não há nada como colocar palavras numa página e saber que elas vão despertar certas reacções e emoções no leitor. Na minha escrita, luto por uma beleza lírica, algures entre Tolkien no seu melhor e Beowulf, na tradução de Seamus Heaney.

Eragon é o primeiro conto de uma trilogia. Comecei a escrevê-lo com quinze anos, depois de várias tentativas falhadas para criar outras histórias. Foi uma experiência incrível de aprendizagem - e não apenas da escrita. A grande lição que retive foi que uma escrita clara é o resultado de um pensamento claro. Sem o primeiro não alcançamos a segunda.

Eragon é a história arquétipa de um herói, repleta de acção excitante, perigosos vilões e locais fantásticos. Com dragões e elfos, lutas de espadas, inesperadas revelações e, claro, uma linda donzela que é muito bem capaz de cuidar de si própria.

Nas páginas deste livro há todo um território a explorar: Alagaësia. Onde tanto podes deambular por Tronjheim, a cidade construída pelos anões nas montanhas, como por Du Weldenvarden, a misteriosa floresta. Em todo o caso, existem aqui maravilhas em abundância, mesmo para o mais devotado leitor do fantástico.

Eragon é o culminar de vários anos de intenso trabalho. Quando acabei o secundário, eu queria escrever uma genuína história de heróis. E foi assim que comecei imediatamente a planear uma trilogia baseada nos meus ideais sobre um verdadeiro arquétipo. Pensando bem, pode não ter sido muito sensato - projectar um trabalho desta envergadura - mas, como se costuma dizer, só podemos aprender com a experiência.

Para mim, o tempo que despendo a projectar um conto é mais importante do que a própria escrita. Se não temos uma boa história, é extremamente improvável que um bom livro possa surgir da confusão de ideias que flutuam no nosso cérebro. Escrever Eragon não foi uma tarefa complicada a partir do momento em que tive o esqueleto da história firme na minha mão - ainda assim, gastei algum tempo a rever Eragon and Murtagh's flight to the Varden, por causa de algumas ideias incoerentes que tinha antes de chegar a esta parte.

A verdadeira tortura com Eragon começou na edição. Descobri que editar é realmente outra palavra para o acto de alguém, impiedosamente, com um grande sorriso, desfazer o teu trabalho, dizendo a todo o momento que isso vai tornar o teu livro muito melhor. E tornou, embora tenha sido como espetarem-me lascas de bambu em brasa directamente nos olhos.

Sempre me fascinaram as origens do actual fantástico, que remontam às histórias dos Teutónicos, Escandinavos e Noruegueses Medievais. Isto se ignorarmos uma grande parte dos escritos devotados aos mitos das Ilhas Britânicas. Por isso, usei o Norueguês Medieval como base para a linguagem dos elfos em Eragon, assim como para muitos nomes. Contudo, todas as palavras em Dwarf e Urgal foram invenção minha.

Angela, a ervanária, é uma personagem com uma história interessante. Nunca tive intenção de ter alguém como ela no livro, mas quando Eragon e Brom chegaram a Teirm, decidi incluir uma caricatura da minha irmã, que por coincidência também se chama Angela. Felizmente para a minha integridade física, ela tem um excelente sentido de humor. Quando Eragon está a explorar Teirm, pensei que seria óptimo ter uma bruxa no mercado a prever-lhe o destino. Mas uma ideia melhor ocorreu-me e enviei-o directamente à ervanária de Angela. Ela tornou-se numa pessoa tão interessante, juntamente com Solembum, que decidi inclui-la nos outros dois livros da trilogia.

Espero que Eragon vos deixe com a mesma sensação de encantamento que tive ao escrevê-lo. Eu acredito em magia - na magia das histórias para nos fazerem revelações e nos manterem maravilhados e em suspense. Estas sensações podem vir de pequenas coisas: duma visão mágica de pó de fada que rodopia em alvos raios iridescentes, ou no fim de uma epopeia onde uma onda de emoção nos purifica, livrando-nos completamente do mundo banal por um momento. De qualquer modo, espero que encontrem em Eragon alguma coisa de especial, alguma coisa do outro lado do espelho.

Desfrutem a viagem!"

Espero que tenhas gostado e que agora possas seguir viagem através de Eragon...

P.S.: Poderás saber mais informações sobre cada obra dele e ver as imagens do livro em: http://www.gailivro.pt/eragon

Até breve com mais novidades!!

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