quarta-feira, 11 de junho de 2008

Comunidades Virtuais

Olá! Hoje vou vos falar um pouco sobre as comunidades virtuais, sobre a sua importância e utilidade.
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As comunidades virtuais aparecem como o resultado de uma prática continuada, a partir dos anos 80 ou até antes, quando as tecnologias de comunicação passaram a permitir interligar um grande número de utilizadores num espaço comum de intercâmbio de mensagens. Exemplos bem conhecidos e documentados são comunidades como a UseNet, com milhões de utilizadores, a Minitel, em França, a WELL, nascida nos Estados Unidos (Reinghold, 1996). As tecnologias subjacentes são anteriores ao desenvolvimento da Internet, a começar pelo correio electrónico, seguido dos portais de anúncios e posteriormente dos fóruns de discussão, dos sítios web e até tecnologias mais recentes como os diários ou weblogs, ou os wikis e outras mais especializadas.
Juntamente com este desenvolvimento tecnológico, cujo uso foi sempre explorado pelos utilizadores para além dos desenhos originais, outra linha surgiu, neste caso mais académica, baseada na ideia de comunidade: a que enfatiza o carácter social da aprendizagem e que a pensa sempre como resultado de uma situação comunal ou societal, mais que como matéria meramente individual ou pessoal. Esta linha provém, desde logo, de Vygotsky e seus continuadores (Cole, 1996; Leontiev, 1978), assim como de outras tradições não menos importantes como o pragmatismo norte-americano de J. Dewey e G.H. Mead — para uma revisão histórica, ver Valsiner e van der Veer (2000). Mais recentemente, a crítica antropológica (Lave, 1988), e a psicológica e pedagógica, criticaram a visão meramente cognitiva/cognitivista da aprendizagem a partir de uma perspectiva que coloca em primeiro lugar o carácter altamente contextualizado de qualquer aprendizagem. O resultado acumulado de ambas as tradições é uma concepção, que hoje em dia poderíamos considerar de grande importância, que enfatiza o carácter social e comunitário da aprendizagem e a importância dos diferentes contextos de socialização, ou de prática, como geradores dessa mesma aprendizagem.
Neste artigo, e atentos os seus limites, propusemo-nos analisar os elementos desta problemática, isto é, como se gerou uma concepção que inter-relaciona as comunidades (virtuais ou presenciais), a prática quotidiana e a aprendizagem, de forma a ficarem completamente unidas. Não o faremos tanto de um ponto de vista histórico, mas procuraremos sobretudo mostrar as vantagens, sem esquecer as dificuldades, além de especialmente destacar as suas repercussões para o campo educativo.
O conceito de comunidade
Comunidade é uma palavra que provém do latim commune e communis, conjuntamente, em comum, conjunto de pessoas que se vinculam pelo cumprimento de obrigações comuns e recíprocas (Corominas, 1987) e que se utiliza desde meados do século XV. Além da sua raiz e acepção em usos importantes como comunismo e comunicação, o seu interesse teórico, pelo menos para os nossos propósitos (para uma revisão histórico-filosófica, ver Todorov, 1996), provém da distinção clássica de Tönnies (1979 [1887]) entre Comunidade e Associação. Tönnies elabora esta distinção no contexto de pensar formas distintas de agrupamento, particularmente as que distinguiriam a sociedade pré-industrial da que se desenvolve a partir do século XVIII e do século XIX, em especial. A Comunidade seria uma forma de agrupamento baseada na proximidade, partilha de experiências e formas de vida ou mundividências, sensibilidades e experiência, instituições como a família, mais ligada a ambientes rurais ou grupos de pequena dimensão; pelo contrário, a Associação reger-se-ia por um distanciamento experiencial e físico, um tipo de agrupamento baseado na conveniência, com uma duração temporal mais circunscrita aos interesses compartilhados."
(in http://sisifo.fpce.ul.pt/?r=11&p=117)
Se quiserem podem ver mais informações e curiosidades acerca deste tema, no seguinte link: http://sisifo.fpce.ul.pt/?r=11&p=117.
Aé breve...

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